Blog do Döll



  • 03/02/2017
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Justiça aritmética

Filósofo e matemático grego, nascido em Samos, 496 anos antes da vinda de Jesus, Pitágoras é considerado o fundador da primeira universidade do mundo. Os princípios desta escola foram determinantes para a evolução da matemática e da filosofia, termos estes cunhados pelo próprio Pitágoras.

Crente que o princípio que forma todas as coisas é o número, o filósofo grego descobriu em que proporções uma corda deveria ser dividida para a obtenção das notas musicais. Mais notável ainda foi a descoberta geométrica, no que se refere às relações entre os lados do triângulo retângulo.

Entretanto, neste post, não interessa saber que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. Mister é lembrar que, contemporâneo de Tales de Mileto, Buda e Confúcio, Pitágoras foi o primeiro filósofo a criar uma definição aritmética para justiça, segundo a qual, teremos uma punição ou ganho quantitativamente igual ao ato que cometermos. Relação esta, diretamente proporcional e aparentemente desconhecida por Eike Batista.

Pensem o que quiserem de ti; faz sempre aquilo que te parece justo. Educai as crianças e não será preciso punir os homens. Com ordem e com tempo, encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem. A sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas os homens podem e devem desejá-la. A evolução é a lei da vida. Assim como uma escultura é lapidada, até que fique pronta, somos também nós, porém durante toda a nossa existência.

Segundo os pitagóricos, a melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar é aproximar-se de Deus. Com todas as nossas limitações, devemos a cada dia, nos esforçar para sermos melhores, mais humanos e mais espiritualizados. Afinal, divinos são os dons da sabedoria e do discernimento.

Espiritualidade é um estado de consciência, não é uma doutrina, muito menos uma religião. É a valorização da vida e de todos os aprendizados. É mais do que viver, é sentir a vida que pulsa em todas as coisas. É ter a consciência que nada acaba com a morte do corpo, pois a consciência segue na eternidade. É ser livre e, sobretudo, ter domínio sobre si.

Espiritualidade é brilho nos olhos e luz nas mãos. É alegrar-se simplesmente por estar vivo. É amar sem saber explicar. É simplesmente ser feliz. Hoje, portanto, meus queridos, 2513 anos após o nascimento de Pitágoras, desejo que, com sabedoria, discernimento, liberdade de consciência, justiça e amor, sejais eternamente felizes.


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